“A essência do conhecimento consiste em aplicá-lo, uma vez possuído” – Confúcio.

Muito além da (re) produção mecânica

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Fonte: MA Scène Nationale.

Olhe bem para sua equipe: você acha mesmo que tudo o que ela faz é entregar produtos ou serviços prontos-acabados? Acha mesmo que por trás do processo de produção, por mais mecanizado e repetitivo que seja, não há ideias e conhecimentos fervilhando?

Ok, você até pode escolher abafá-los e frustrá-los, mas se você for inteligente vai querer justamente o contrário: que eles se multipliquem e sejam aproveitados em benefício dos negócios, afinal, “duas cabeças” pensam bem melhor que uma.

Infelizmente nem todo empresário entende que hoje vivemos na Era da Informação e que a colaboração tem muito mais a oferecer nesse novo cenário do que hierarquias rígidas e modelos unilaterais. É preciso investir no capital intelectual, aprimorar habilidades, estimular talentos e fazer de todos os colaboradores agentes ativos e inteligentes no desenvolvimento da organização.

Sim, a principal fonte de conhecimento já se encontra dentro da sua empresa, só depende de como você irá explorar todo esse potencial (humano). Além disso, há outras fontes complementares como fornecedores, internet, treinamentos e relatórios. Para trabalhar tudo isso da melhor maneira aciona-se uma ferramenta valiosa, chamada Gestão do Conhecimento.

Segundo a professora do curso de pós-graduação lato sensu em Gestão da Tecnologia da Informação do IEC/PUC MinasCléa Gomes do Amaral:

“Este conjunto de práticas envolve desde a política organizacional até a adoção de procedimentos e tecnologias que contemplem o modo como as organizações produzem, armazenam, compartilham e usam a informação, que vai gerar conhecimento e pode ser compartilhada entre os indivíduos, na solução de problemas, na sistematização de novas idéias e produtos. Hoje, na sociedade da informação e do conhecimento, é possível implantar este tipo de Gestão em toda e qualquer organização, uma vez que nessa sociedade o produto criado e desejado nas empresas é a informação, objeto de sustentação de todos os processos organizacionais”.

Muitas companhias já despertaram para a importância desse instrumento, como é o caso da Vale, que por meio de sua universidade corporativa, a Valer, investe com força para manter uma rede de excelência em educação, que transforma conhecimento em resultados de negócio – bacana, não?

Mas calma, não é preciso ir tão longe e nem pensar tão grande. Como disse a professora Cléa, qualquer empresa pode implementar a Gestão do Conhecimento, basta compreender bem a sua realidade e saber utilizar os recursos que estão ao seu alcance. Lembra, os seus funcionários já é um deles!

Gostou da ideia? Então entenda melhor como ela funciona a seguir.

Degraus da Gestão do Conhecimento

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Fonte: INTERACT.

1. Criação: Em uma organização a construção do conhecimento acontece a todo instante, porém, nem sempre de forma motivada e canalizada. Estar atento e valorizar esse bem é essencial para que ele gere ainda mais frutos. Quanto mais importância for dada a isso, mais os colaboradores se empenharão em gerar novos conhecimentos, encontrar novas soluções e aprimorar suas habilidades a favor de todo o negócio.

2. Identificação: Estimular e oferecer condições para que o conhecimento seja gerado de maneira realmente aproveitável é a primeira etapa. A segunda consiste em ficar ligado para identificar como ele se desenrola, a que áreas está atrelado, como pode ser adaptado para determinadas necessidades, quais são as diferentes facetas que afloram, entre outras questões que ajudarão a mapear o cenário.

3. Integração: Tendo identificado os diferentes conhecimentos construídos, ou já maduros, chega a hora de “encaminhá-los” para um usufruto prático. É preciso integrar os diversos perfis a fim de que eles se conversem e se fortaleçam, integrá-los também aos processos comuns, aos departamentos existentes, e até à cultura organizacional, se for o caso.

4. Recuperação: Será que tudo aquilo que foi criado foi realmente bem aproveitado? Não ficou nada pra trás? Sempre é preciso fazer uma revisão e uma recuperação de informações e conhecimentos que, ou não foram percebidos, ou não foram suficientemente bem trabalhados em determinado momento, ou até mesmo que foram esquecidos/ignorados.

5. Compartilhamento: Compartilhar conhecimento significa torná-lo público, democratizar o acesso e expandir seu potencial por meio de pensamentos e atitudes colaborativos, que se enriquecem à medida em que se relacionam, gerando novas ideias, propostas e soluções.

6. Utilização: Desenvolvimento de novos produtos, maneiras inovadoras de conduzir processos, estratégias diferentes, melhor uso dos recursos disponíveis, redução de tempo e geração de economia. Esses são alguns exemplos que podem traduzir a utilização e o bom emprego dos vários tipos de conhecimento cultivados dentro de uma organização.

Referências: IEC, Nósda 18, Administradores.com, Revista Espaço Acadêmico.

Apesar de termos chamados de degraus, não quer dizer que a Gestão do Conhecimento tenha que necessariamente seguir esse “passo a passo”. Essa foi só uma maneira que encontrei de deixar o assunto mais fácil de entender. Alguns “degraus” se misturam, se relacionam e acontecem concomitantemente. E é por isso, novamente, que é preciso haver a GESTÃO para coordenar de modo proveitoso toda informação e processo.

Espero que tenha gostado e espero também seu COMENTÁRIO. Vamos juntos tornar o tema ainda mais enriquecedor!

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